domingo, 29 de novembro de 2009

Me sinto presa aqui, neste mesmo lugar e nesta mesma época.  Meu corpo está esperando, acostumado com os mesmos momentos do ano passado e as mesmas sensações. Ele está esperando a presença de alguém, que desta vez não deve estar presente naqueles mesmo momentos que se repetirão. É como se pudéssemos voltar ao tempo e retirar daqueles momentos alguma pessoa ou algum erro cometido, só que desta vez, com algo a menos.

Já consigo sentir um friozinho na barriga com o estourar dos fogos, consigo também sentir a alegria de ver a família reunida no natal, rir com o amigo secreto e por aí vai. Estranho não é? Isso tudo me embrulha o estômago e me desespero pensando em como tudo será. Como será o natal com uma família a menos agora? Como será o ano novo sem ter que sair de casa? E como será tudo isso?  Será que alguém tem um bom remédio?

As coisas da vida são estranhas mesmo, e o espírito natalino as vezes me enoja.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Sou culpado, me prendam! O que posso fazer se meu coração é tão frágil? Eu sinto essa música passando pela minha alma, eu me iludo e penso que ela pode estar se apaixonando aos poucos por mim, me iludo, sempre me iludo...

Todos esses dias que chegaram quando eu menos esperava estão me fazendo tão bem, estão me deixando tão alegre, que às vezes nem me importo se eu não sou correspondido, porque esses momentos eu não troco por nada.

Me desculpe, por me sentir tão bem ao seu lado, mas você é tão fofa , me enccanta e me cativa, você tem mil defeitos, mas penso que posso lidar com eles. Será que eu estou sonhando? Será mesmo que meus amigos tem razão? Ou seria minhas amigas que estariam com a razão? Meus amigos dizem que você não presta, que só quer brincar com meus sentimentos e me abandonar... Minhas amigas juram que você está gostando de mim e que sente ciúmes, eu não sei no que acreditar...

Quero acreditar no que sinto por você, que ainda é ingênuo. Mas não quero me precipitar e te perder de vez...

sábado, 31 de outubro de 2009

Magritte


Ele não tem motivos e nem tão pouco razões para nada, talvez seus amigos estejam ao seu lado por certos interesses e regalias, ele as vezes pensa nisto, porém não se importa mais, porque prefere ter a companhia deles do que estar absolutamente sozinho.

Ele se lembra de quando ia até o deck fumar um cigarro e de o quanto aquilo o mantinha calmo, o quanto aquilo o deixava bem e agora ele não tinha mais nada. Ele não tinha motivos para se levantar de manhã, ele não sabia mais qual era o gosto do amor e se entristecia por estar perdendo sua alma.

Ele buscava em todas as coisas, razões e explicações, ele não queria retomar seu passado e ver os dias como eram antes. Mas suas opções estavam se acabando e o cerco se fechando,  tudo levava ele a acreditar que deveria retomar a seu passado. Porque naquele momento ele se sentia sozinho e vazio, desejava alguém para conversar, alguém para dividir seus momentos.

Ele não tinha razão para ouvir músicas românticas, aliás ele não tinha mais motivo para acreditar que o amor realmente existia. Talvez ele tivesse se fechado, criado tantos bloqueios, que sua mente e coração não conseguiam transpassar e isso o machucava.

Ele queria viver um amor inventado, uma trapaça da dor, uma mentira, qualquer coisa, mas ele queria viver. Queria sair por aí em seu carro, mas ele apenas sonhava. E aquilo tudo o deixava agoniado, porque parecia que ele nunca sairia daquele lugar. E neste momento ele só queria dormir. E então dormiu.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Ela queria explodir, queria poder gritar e sair correndo de tudo isso. O dia era sufocante e ela precisava falar com alguém, precisava ser ouvida e abraçada. Tinha visto ele fumando seu cigarro torto na chuva, havia sentido saudades e se machucado novamente, estava quebrada e queria conserto.

Estava podre por dentro, queria que as coisas parassem de se movimentar, queria poder viajar e sair daquele lugar, aquele que a aprisionava, aquele lugar tão sufocante. Ela queria pular da janela.

Ela queria um amor pra lhe fazer companhia, queria um par de meias quentes e um pouco de pipocas, queria ver um filme com alguém e sentir-se mais segura, queria sentir-se preenchida, queria, queria, queria...

sábado, 24 de outubro de 2009


Que vida engraçada as coisas passam tão rapidamente, o sol esquenta todos os dias, as nuvens se movem a todo momento, mas o ser humano sempre está igual...
Com as mesmas manias, os mesmo hábitos, o mesmo nervosismo bobo , as mesmas expectativas de sempre, o mesmo coração.
Engraçado ver como as bochechas se tornam rosadas rapidamente, como a respiração se torna ofegante, as pernas ficam bambas e o coração quase sai pela boca sem motivo. Sem razão alguma, nem eminente e tão pouco existente. Quem pode explicar essas coisas tolas?
O sentimento que fica, que vai e vem, os paradoxos de amor e ódio, as representações, as criaturas que nossa mente manipula, que trai e atrai.
Tolice, esqueça, nada disso faz sentido e na verdade nunca fez, por favor esqueça. Talvez em outra vida, mas nessa não crie este laço, não nesta vida!
Idéias, apenas idéias, que existem na cabeça, mas que não possuem nenhuma obrigação de acontecerem.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Está chovendo lá fora  e agora? Alguém me tira daqui? A chuva corre pela calçada assim como se fosse pura, assim como se fosse crua. E o seu rosto parece cada dia mais bonito e seus cabelos cada vez mais bagunçados, algo que me faz bem, preciso ouvir você falar.

Vamos tomar um café? Ou quem sabe almoçar? Será que podemos nos permitir? Ou será que é melhor assim? Que mundo doido é esse e que vida insana que temos que acompanhar? Será que estamos em um hospício então?

Vida bela, vida linda, vida minha , que sempre dá voltas  e mais voltas, qual será a volta de hoje? Se pudesses me dizer! Ainda não estou recuperada, não sei se já é hora de colocar o casaco e sair, porém espero estar vivendo , para não desperdiçar meus poucos dias .

Gostaria mesmo de andar de bicicleta, de passear de mãos dadas pela praia, de tomar um sorvete bem gelado agora, de rolar pela grama sem preocupações e sem me importar com o que pensariam.

Mas não sei o que fazer, estou com saudades da Sally, ela está tão longe daqui e nada posso fazer a não ser pensar nela, orar para que Deus cuide dela. Será que eu disse todas as palavras que eu deveria ter dito? Será que passeamos tudo o que deveríamos ter passeado? Será que eu posso ouvir sua voz pelo telefone? Será que eu irei me recuperar? Será que eu vou conseguir ficar bem sem ela aqui? Deus, por favor cuida dela, e a traz de volta sã e salva, porque eu já estou com saudades.

sábado, 17 de outubro de 2009


Hey! Garoto, vamos dançar um blues? Hey! garoto que tal sairmos hoje? Hey! Garoto que tal entrar na minha? Hey! Garoto o que você acha se eu e você observarmos o mar ? Hey! Garoto o que você acha de mim agora?

Pode confiar, eu estou aqui de corpo inteiro baby, estou aqui para solucionar seus problemas e colocar um sorriso de canto em seu rosto. Você pode acreditar, porque não estou no mundo de bobeira. Oh yeah, Você vem comigo? Vai viajar comigo sem rumo em minha moto? Tá bem , eu deixo você dirigir, agora você está pronto? Vai comigo e vai esquecer suas preocupações?

Eu falo sério, quero você! Você me quer? Me responda, temos todo o tempo do mundo em nossas mãos! O que acha de dançar um blues agora? O que acha de respirar mais fundo e fugir comigo? O que você acha de ser sequestrado agora? Hey, garoto o que você acha de mim agora?

Pareço louca, mas não. Isso se chama determinação. Se chama paixão, se chama amor? Ainda não sei, mas estou apaixonada. Eu não preciso te conhecer para sentir isso. Agora é tarde você me cativou e quero você aqui comigo, será que você consegue? Consegue acompanhar meu rítimo? Consegue baby? Consegue balançar a cabeça e dizer apenas que sim?

Mas quanta loucura! Tudo bem , vamos dançar um blues que por hora me contento. Mas não se esqueça garoto, você me balançou.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009


O que pensar neste momento? Senão que ela estava enlouquecendo, talvez no auge da carência, ou da própria loucura mesmo, no meio de sentimentos sem dono, e sem sentido algum!

Parecia que sua adolescência havia voltado, como naqueles tempos, ela estava apaixonada por alguém que nem se quer sabia o nome, ela estava loucamente apaixonada, em delírios, em plena loucura, como aquilo era possível? Então ela se sentia novamente com seus 15 anos, naquela idade de amores platônicos.

Ao menos, se um dia não fosse ser real, pelo menos aquele rapaz, estava fazendo com que ela se sentisse bem novamente e criasse esperanças em relação ao amanhã, em relação aos seus sentidos e suas emoções. Parecia maluco, mas o que ela mais queria naquele momento era se sentir da maneira que se sentia, sem se preocupar se era real ou imaginário.

Aquela sensação era tão boa, e percorria toda sua alma, e dava forças pra ela acordar feliz, respirar fundo, sonhar e esperar que um dia aquilo tudo acontecesse mesmo, se concretizasse! E não é que parecia real? E ela contava os dias para vê-lo, como uma mulher grávida conta os dias para seu filho nascer, mesmo sem saber se é uma gravidez psicológica. O importante era o que ela sentia agora, e não o que sentiria depois.

Saiu pela porta dos fundos, continuava a delirar, e dizer que eles iriam se encontrar o mais breve possível, pois tudo estava conspirando a favor deles e que desta vez, era mesmo ele. Ela dizia ter reencontrado um velho amigo , que despertou novamente um sentimento bom, dizia que diria sim a ele a qualquer momento. Dizia que ele lhe bastaria, tudo isso sem ao menos o conhecer efetivamente.


Ele tinha que estudar para suas provas, mas não conseguia. Ele estava muito distraído para isso, estava muito focado pra conseguir desfocar e estudar para a prova. Ele estava com mil pensamentos em sua mente, jogado em sua cama olhando para o teto , respirando fundo e se perguntando :
será que será?

Ele tinha conhecido alguém que havia derrubado seus escudos, alguém como um anjo, alguém como seu futuro, alguém que passou tão rápido pela sua vida que mexeu com ele, era como se ela fosse inalcançável, tão distante e bonita.

Ele ficava sonhando com momentos bonitos e felizes, ele pensava até em viajar com ela, em caminhar na areia com ela, em tê-la para si. Mas era tão longe... Se o amor realmente existisse, talvez dessa vez fosse a vez. Ele imaginava tudo isso, sem ao menos ter conversado com ela, sem ao menos saber seu nome e seu endereço. Mas de que isso importa? Se maior é o que sentimos por dentro, e o que nos cativa é o que nos move?

Mas por outro lado ele respirava e dizia: é apenas bobagem , melhor me ocupar com coisas mais úteis. E assim ele seguia sua vida do jeito que estava, e esquecia de tudo o que ele havia uma vez desejado, pois onde seria possível um peixe amar um pássaro?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Deve ser assim! Entao largou a faculdade, se trancou no quarto e preferiu continuar indecifrável. Pensou, pensou e pensou e de tudo isso nada conclui. Esperou que a fome passasse e dormiu. Apenas silêncio restara naquele momento, o pó tinha sido tirado a tarde por alguém que nem ao menos se preocupou em perguntar porque ele estava lá.

terça-feira, 29 de setembro de 2009


Ela tentou novamente e respirou bem fundo, ela tentou sentir novamente. Correu então pela chuva, deixou a aguá cair dos pés a cabeça. Tomou em mãos uma taça de vinho tinto seco, parecia tão vivo, ela queria viver, derramou sobre o corpo, e bebeu o restante da garrafa. Levantou-se rápido e foi arrumar suas quinquilharias, mas não tinha vida. Tentou então entrar de roupa no chuveiro, sair rolando pelo chão cheio de terra, conversar com os amigos sem se dopar, tentou , tentou , tentou e não conseguia, ela também tentou olhar a menina da rede, tentou ser a menina da rede, mas não conseguiu.

Se sentia assim, vazia e quebrada como o mundo. Se sentia arrependida de ser quem ela era, e de ser ela mesma já que as pessoas a julgavam tão mal por ser assim sincera, e não ter papas na lingua. Talvez ela tenha sido sincera demais, e ninguém estava preparado para isto. Sem saber o que pensar, nem o que dizer, ela preferia se calar neste momento, ela não falaria mais nada, pois suas palavras já haviam se perdido.

Ela buscava aquilo que todo mundo joga fora, aquilo que todo mundo deixa escorrer entre os dedos das mãos, ela buscava aquilo que escorria e ria, aquilo que todo velório sempre busca, mas nunca encontra , nem ao menos resposta. Ela queria renascer, voltar no tempo, deixar de ser cinza, ela buscou a vida por toda vida, e não encontrava. Ela buscou em albuns de fotografia, no relógio, em sua antiga escola, ela buscou vida dentro dela, e até nas vidas alheias. Mas ela fracassou, e se deu por vencida. Porém seu extinto de sobrevivência sempre a forçava a tentar encontrar.

Ela perdeu, anunciou nos jornais, na internet, nos teleféricos, ônibus e lugares públicos, mas ninguém viu, ninguém ouvia e nem queria. E a história termina aqui, antes que se perca também.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009



Era diferença de todos seus dias, era aquela rede, aquela bem vermelha, viva, com quadradinhos verdes e contorno preto, aquela da época de sua vó, aquela mais bonita de todas tecida há anos , porém com um cheirinho de conforto.

A única diferença do dia dela era aquela rede, era jogar-se nela a noite , se recolher em seus retalhos e encontrar um novo mundo nela, perceber que ali era o lugar mais quente que um abraço, um lugar mais cheiroso do que a própria casa, tão cruel quanto a própria dor era não se deitar na rede antes de durmir.

E toda noite se balançando na rede velha, subindo e descendo como se estivesse voando, como se pudesse sair daquela casa com apenas aqueles balançares, como se pudesse se esquecer de toda a dor que a rodiava.

Estava lá, novamente, se balançando tão profundamente que nem viu o cigarro queimar a mão, nem reparou no apagar das luzes, nem muito menos que já havia se perdido. Nem ao menos reparou que a xícara estava com a" asa" quebrada. Mais uma vez ela estava alí, e assim que sempre deveria ser.

Ela voava como uma criança apesar dos seus 15 anos, deveria estar ali para seu divertimento, é o que eu diria, mas a verdade é que ninguém conseguiu decifrar o motivo de toda noite ela estar lá, como se fosse um fantasma procurando o céu, uma hora com os pés no chão e outra com eles no ar.

Nem eu saberia o porque de tantos voos, porém no fundo de seu coração ela sabia, talvez nem percebesse e isso já fosse automático, mas a verdade era que ali ela se perdia, e encontrava a melhor fuga para sua idade, encontrava o céu e a terra dentro de segundos, e quem sabe conseguia até ver sua avó na janela quando estava com os pés fora do chão.

Alí ela podia fechar os olhos sem que achassem que ela estivesse morta, ali ela podia ser criança, ser pássaro, ser guia, poderia ser poeira, poderia voar. Sentia o vento bagunçar seus cabelos e a emoção enchia seu corpo de sensações, e lá era o infinito, e lá era o tudo, e lá era a fuga.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Pra começar...


São tantas as confusões e não inventaram nenhuma maneira para desfazer tantas ao mesmo tempo. Se eu fosse descrever então uma delas, mas no caso não é o que farei, eu simplesmente poderia dize-las assim como o vento leva o pó.

As pessoas vivem cada dia se enganando cada vez mais, elas nunca estão satisfeitas, e estão em busca de coisas novas para fazer, de novos amores, de novos trabalhos, estão atrás de um novo blog, talvez uma nova cidade, e por que não um novo nome? Podeira talvez mudar meu tipo sanguíneo para um novo que pudesse salvar um milhão de vidas, ou poderia mudar minha cabeça de lugar para ela ficar abaixo do coração para evitar que a razão impere e mande em tudo.

Poderia então assim, esquecer definitivamente que um dia irei morrer, pois é , e não só eu, você também irá, é meu amigo, parece mórbido? parece estranho? parece então que eu não quero mais viver, e procuro o suicidio?! Doce engano, pois o que eu mais almejo é viver!

O que estou tentando dizer é que como disse certa vez o" fabuloso" Paulo Coelho, " a única certeza da vida é a morte", pois é nunca duvide disso, e se for começar a duvidar, por favor me avise que eu te passo o 0800 psicologo ! haha Brincadeiras a parte...

É incrível como o ser humano se engana diariamente não é mesmo?! Ele não se preocupa nem um pouquinho com seus atos porque ele acha que vai viver eternamente! Se ao menos ele tivesse noção de que amanhã ele pode não estar mais vivo , ele viveria MUITO mais, ele se preocuparia bem menos, ele brigaria menos, ele odiaria menos, se chatearia menos, não deixaria as oportunidades escaparem de suas mãos, ele até valorizaria mais a pessoa que está do lado dele e por ai vai. E ele amaria mais, perdoaria mais, se emocionaria mais, choraria mais, esqueceria mais! Ele seria tão mais leve!

Quantas vezes , deixamos que nosso dia seja chato, e jogamos oportunidades fora? Ai pensamos, "ah! amanhã será melhor", " ah" amanhã eu faço isso!" , "ah! não tô a fim agora, depois eu faço!" , Tá vendo como o ser humano esquece que o amanhã não existe de verdade?! só existe a palavra amanhã porque na vida real o amanhã nunca existiu! Porque quando o suposto amanhã chega, já chamamos ele de hoje, e quando ele passar chamaremos ele de ontem! Pois é parece tão obvio mas , as pessoas com tantas turbulações no dia-a-dia se esquecem disso.

Mas ainda há tempo de você dizer que andou errado, que queria pedir perdão, dizer a quem você ama que você realmente a ama , correr pelado pela praia, aceitar um convite inesperado, combinar de sair na hora, de ajudar alguém bem próximo que estiver precisando, de comer a comidinha caseira da vovó/mamãe, brincar com uma criança, conversar com um idoso desconhecido, ouvir o barulhinho da chuva caindo no telhado, sentir aquele cheiro de mato molhado, de ver o sorriso de gratidão no rosto de alguém e saber que você é responsável por isto...

Quer um conselho? :Vá até o espelho , mostre a língua e faça caretas!