
O que pensar neste momento? Senão que ela estava enlouquecendo, talvez no auge da carência, ou da própria loucura mesmo, no meio de sentimentos sem dono, e sem sentido algum!
Parecia que sua adolescência havia voltado, como naqueles tempos, ela estava apaixonada por alguém que nem se quer sabia o nome, ela estava loucamente apaixonada, em delírios, em plena loucura, como aquilo era possível? Então ela se sentia novamente com seus 15 anos, naquela idade de amores platônicos.
Ao menos, se um dia não fosse ser real, pelo menos aquele rapaz, estava fazendo com que ela se sentisse bem novamente e criasse esperanças em relação ao amanhã, em relação aos seus sentidos e suas emoções. Parecia maluco, mas o que ela mais queria naquele momento era se sentir da maneira que se sentia, sem se preocupar se era real ou imaginário.
Aquela sensação era tão boa, e percorria toda sua alma, e dava forças pra ela acordar feliz, respirar fundo, sonhar e esperar que um dia aquilo tudo acontecesse mesmo, se concretizasse! E não é que parecia real? E ela contava os dias para vê-lo, como uma mulher grávida conta os dias para seu filho nascer, mesmo sem saber se é uma gravidez psicológica. O importante era o que ela sentia agora, e não o que sentiria depois.
Saiu pela porta dos fundos, continuava a delirar, e dizer que eles iriam se encontrar o mais breve possível, pois tudo estava conspirando a favor deles e que desta vez, era mesmo ele. Ela dizia ter reencontrado um velho amigo , que despertou novamente um sentimento bom, dizia que diria sim a ele a qualquer momento. Dizia que ele lhe bastaria, tudo isso sem ao menos o conhecer efetivamente.
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