sábado, 31 de outubro de 2009

Magritte


Ele não tem motivos e nem tão pouco razões para nada, talvez seus amigos estejam ao seu lado por certos interesses e regalias, ele as vezes pensa nisto, porém não se importa mais, porque prefere ter a companhia deles do que estar absolutamente sozinho.

Ele se lembra de quando ia até o deck fumar um cigarro e de o quanto aquilo o mantinha calmo, o quanto aquilo o deixava bem e agora ele não tinha mais nada. Ele não tinha motivos para se levantar de manhã, ele não sabia mais qual era o gosto do amor e se entristecia por estar perdendo sua alma.

Ele buscava em todas as coisas, razões e explicações, ele não queria retomar seu passado e ver os dias como eram antes. Mas suas opções estavam se acabando e o cerco se fechando,  tudo levava ele a acreditar que deveria retomar a seu passado. Porque naquele momento ele se sentia sozinho e vazio, desejava alguém para conversar, alguém para dividir seus momentos.

Ele não tinha razão para ouvir músicas românticas, aliás ele não tinha mais motivo para acreditar que o amor realmente existia. Talvez ele tivesse se fechado, criado tantos bloqueios, que sua mente e coração não conseguiam transpassar e isso o machucava.

Ele queria viver um amor inventado, uma trapaça da dor, uma mentira, qualquer coisa, mas ele queria viver. Queria sair por aí em seu carro, mas ele apenas sonhava. E aquilo tudo o deixava agoniado, porque parecia que ele nunca sairia daquele lugar. E neste momento ele só queria dormir. E então dormiu.

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