sábado, 31 de outubro de 2009

Magritte


Ele não tem motivos e nem tão pouco razões para nada, talvez seus amigos estejam ao seu lado por certos interesses e regalias, ele as vezes pensa nisto, porém não se importa mais, porque prefere ter a companhia deles do que estar absolutamente sozinho.

Ele se lembra de quando ia até o deck fumar um cigarro e de o quanto aquilo o mantinha calmo, o quanto aquilo o deixava bem e agora ele não tinha mais nada. Ele não tinha motivos para se levantar de manhã, ele não sabia mais qual era o gosto do amor e se entristecia por estar perdendo sua alma.

Ele buscava em todas as coisas, razões e explicações, ele não queria retomar seu passado e ver os dias como eram antes. Mas suas opções estavam se acabando e o cerco se fechando,  tudo levava ele a acreditar que deveria retomar a seu passado. Porque naquele momento ele se sentia sozinho e vazio, desejava alguém para conversar, alguém para dividir seus momentos.

Ele não tinha razão para ouvir músicas românticas, aliás ele não tinha mais motivo para acreditar que o amor realmente existia. Talvez ele tivesse se fechado, criado tantos bloqueios, que sua mente e coração não conseguiam transpassar e isso o machucava.

Ele queria viver um amor inventado, uma trapaça da dor, uma mentira, qualquer coisa, mas ele queria viver. Queria sair por aí em seu carro, mas ele apenas sonhava. E aquilo tudo o deixava agoniado, porque parecia que ele nunca sairia daquele lugar. E neste momento ele só queria dormir. E então dormiu.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Ela queria explodir, queria poder gritar e sair correndo de tudo isso. O dia era sufocante e ela precisava falar com alguém, precisava ser ouvida e abraçada. Tinha visto ele fumando seu cigarro torto na chuva, havia sentido saudades e se machucado novamente, estava quebrada e queria conserto.

Estava podre por dentro, queria que as coisas parassem de se movimentar, queria poder viajar e sair daquele lugar, aquele que a aprisionava, aquele lugar tão sufocante. Ela queria pular da janela.

Ela queria um amor pra lhe fazer companhia, queria um par de meias quentes e um pouco de pipocas, queria ver um filme com alguém e sentir-se mais segura, queria sentir-se preenchida, queria, queria, queria...

sábado, 24 de outubro de 2009


Que vida engraçada as coisas passam tão rapidamente, o sol esquenta todos os dias, as nuvens se movem a todo momento, mas o ser humano sempre está igual...
Com as mesmas manias, os mesmo hábitos, o mesmo nervosismo bobo , as mesmas expectativas de sempre, o mesmo coração.
Engraçado ver como as bochechas se tornam rosadas rapidamente, como a respiração se torna ofegante, as pernas ficam bambas e o coração quase sai pela boca sem motivo. Sem razão alguma, nem eminente e tão pouco existente. Quem pode explicar essas coisas tolas?
O sentimento que fica, que vai e vem, os paradoxos de amor e ódio, as representações, as criaturas que nossa mente manipula, que trai e atrai.
Tolice, esqueça, nada disso faz sentido e na verdade nunca fez, por favor esqueça. Talvez em outra vida, mas nessa não crie este laço, não nesta vida!
Idéias, apenas idéias, que existem na cabeça, mas que não possuem nenhuma obrigação de acontecerem.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Está chovendo lá fora  e agora? Alguém me tira daqui? A chuva corre pela calçada assim como se fosse pura, assim como se fosse crua. E o seu rosto parece cada dia mais bonito e seus cabelos cada vez mais bagunçados, algo que me faz bem, preciso ouvir você falar.

Vamos tomar um café? Ou quem sabe almoçar? Será que podemos nos permitir? Ou será que é melhor assim? Que mundo doido é esse e que vida insana que temos que acompanhar? Será que estamos em um hospício então?

Vida bela, vida linda, vida minha , que sempre dá voltas  e mais voltas, qual será a volta de hoje? Se pudesses me dizer! Ainda não estou recuperada, não sei se já é hora de colocar o casaco e sair, porém espero estar vivendo , para não desperdiçar meus poucos dias .

Gostaria mesmo de andar de bicicleta, de passear de mãos dadas pela praia, de tomar um sorvete bem gelado agora, de rolar pela grama sem preocupações e sem me importar com o que pensariam.

Mas não sei o que fazer, estou com saudades da Sally, ela está tão longe daqui e nada posso fazer a não ser pensar nela, orar para que Deus cuide dela. Será que eu disse todas as palavras que eu deveria ter dito? Será que passeamos tudo o que deveríamos ter passeado? Será que eu posso ouvir sua voz pelo telefone? Será que eu irei me recuperar? Será que eu vou conseguir ficar bem sem ela aqui? Deus, por favor cuida dela, e a traz de volta sã e salva, porque eu já estou com saudades.

sábado, 17 de outubro de 2009


Hey! Garoto, vamos dançar um blues? Hey! garoto que tal sairmos hoje? Hey! Garoto que tal entrar na minha? Hey! Garoto o que você acha se eu e você observarmos o mar ? Hey! Garoto o que você acha de mim agora?

Pode confiar, eu estou aqui de corpo inteiro baby, estou aqui para solucionar seus problemas e colocar um sorriso de canto em seu rosto. Você pode acreditar, porque não estou no mundo de bobeira. Oh yeah, Você vem comigo? Vai viajar comigo sem rumo em minha moto? Tá bem , eu deixo você dirigir, agora você está pronto? Vai comigo e vai esquecer suas preocupações?

Eu falo sério, quero você! Você me quer? Me responda, temos todo o tempo do mundo em nossas mãos! O que acha de dançar um blues agora? O que acha de respirar mais fundo e fugir comigo? O que você acha de ser sequestrado agora? Hey, garoto o que você acha de mim agora?

Pareço louca, mas não. Isso se chama determinação. Se chama paixão, se chama amor? Ainda não sei, mas estou apaixonada. Eu não preciso te conhecer para sentir isso. Agora é tarde você me cativou e quero você aqui comigo, será que você consegue? Consegue acompanhar meu rítimo? Consegue baby? Consegue balançar a cabeça e dizer apenas que sim?

Mas quanta loucura! Tudo bem , vamos dançar um blues que por hora me contento. Mas não se esqueça garoto, você me balançou.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009


O que pensar neste momento? Senão que ela estava enlouquecendo, talvez no auge da carência, ou da própria loucura mesmo, no meio de sentimentos sem dono, e sem sentido algum!

Parecia que sua adolescência havia voltado, como naqueles tempos, ela estava apaixonada por alguém que nem se quer sabia o nome, ela estava loucamente apaixonada, em delírios, em plena loucura, como aquilo era possível? Então ela se sentia novamente com seus 15 anos, naquela idade de amores platônicos.

Ao menos, se um dia não fosse ser real, pelo menos aquele rapaz, estava fazendo com que ela se sentisse bem novamente e criasse esperanças em relação ao amanhã, em relação aos seus sentidos e suas emoções. Parecia maluco, mas o que ela mais queria naquele momento era se sentir da maneira que se sentia, sem se preocupar se era real ou imaginário.

Aquela sensação era tão boa, e percorria toda sua alma, e dava forças pra ela acordar feliz, respirar fundo, sonhar e esperar que um dia aquilo tudo acontecesse mesmo, se concretizasse! E não é que parecia real? E ela contava os dias para vê-lo, como uma mulher grávida conta os dias para seu filho nascer, mesmo sem saber se é uma gravidez psicológica. O importante era o que ela sentia agora, e não o que sentiria depois.

Saiu pela porta dos fundos, continuava a delirar, e dizer que eles iriam se encontrar o mais breve possível, pois tudo estava conspirando a favor deles e que desta vez, era mesmo ele. Ela dizia ter reencontrado um velho amigo , que despertou novamente um sentimento bom, dizia que diria sim a ele a qualquer momento. Dizia que ele lhe bastaria, tudo isso sem ao menos o conhecer efetivamente.


Ele tinha que estudar para suas provas, mas não conseguia. Ele estava muito distraído para isso, estava muito focado pra conseguir desfocar e estudar para a prova. Ele estava com mil pensamentos em sua mente, jogado em sua cama olhando para o teto , respirando fundo e se perguntando :
será que será?

Ele tinha conhecido alguém que havia derrubado seus escudos, alguém como um anjo, alguém como seu futuro, alguém que passou tão rápido pela sua vida que mexeu com ele, era como se ela fosse inalcançável, tão distante e bonita.

Ele ficava sonhando com momentos bonitos e felizes, ele pensava até em viajar com ela, em caminhar na areia com ela, em tê-la para si. Mas era tão longe... Se o amor realmente existisse, talvez dessa vez fosse a vez. Ele imaginava tudo isso, sem ao menos ter conversado com ela, sem ao menos saber seu nome e seu endereço. Mas de que isso importa? Se maior é o que sentimos por dentro, e o que nos cativa é o que nos move?

Mas por outro lado ele respirava e dizia: é apenas bobagem , melhor me ocupar com coisas mais úteis. E assim ele seguia sua vida do jeito que estava, e esquecia de tudo o que ele havia uma vez desejado, pois onde seria possível um peixe amar um pássaro?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Deve ser assim! Entao largou a faculdade, se trancou no quarto e preferiu continuar indecifrável. Pensou, pensou e pensou e de tudo isso nada conclui. Esperou que a fome passasse e dormiu. Apenas silêncio restara naquele momento, o pó tinha sido tirado a tarde por alguém que nem ao menos se preocupou em perguntar porque ele estava lá.