segunda-feira, 9 de abril de 2012
O que eu escrevo seria uma tentativa frustada de tentar me entender ou refletir o que sinto? Ou seria uma maneira de se colocar no lugar do outro que sofre expondo seu sofrimento, tentando entender como ele se sente? Quero dizer, escrevo o que sinto ou escrevo como se sentisse? Também não entendo ao certo, pois há vezes em que sinto coisas que não me pertencem, sinto coisas que não cabem na minha vida e muito menos em minhas condições de vida. Escrevo coisas que não sou, escrevo dores que não sinto, escrevo dias que não vivi mas ao mesmo tempo sou sincera nas linhas que escrevo. Se nem eu consigo me entender, se esse emaranhado de sentimentos se confundem, como posso decidir o que sou e o que serei? Não me encontro em nenhum lugar do mundo, em nenhuma profissão e muito menos família. Não me acho vendendo doces na pracinha e muito menos sentada atras de um computador, não me sinto como quem ganhou na loteria e nem como uma morta que esqueceram de enterrar. Apenas sinto, sinto a aflição e angústia de um aperto no peito, e as vezes sinto a felicidade de ser amada, as vezes simplesmente não sinto nada.
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