sábado, 20 de outubro de 2012
Tô sentindo aquele vento bater no meu rosto, tô sentindo aquela palavra saindo em forma de lágrima, tô sentindo uma tristeza no peito, tô sentindo uma tristeza diária que não sai de mim, tô precisando de uma solução... Mas o que fazer quando a solução só pode vir de Deus? O que fazer quando tudo o que poderia ser feito por nós, meros mortais, já foi feito... O que fazer então? Que tal fechar os olhos bem apertados e desejar que o fim do mundo chegue logo? Que tal se afogar no travesseiro molhado e esperar que tudo isso passe? Que tal então se entorpecer de algo bem forte e viajar para outra realidade bem longe da sua? De qualquer forma seria tudo inútil e passageiro, sem realmente causar nenhum efeito de verdade nessa vida. Que situação! A que ponto chegamos? Se eu me aperto com essa dor, imagina quem está vivenciando a minha razão de tanta tristeza... Cheguei em um ponto que só me resta orar, orar e orar, sem mais nada para fazer, simplesmente aprender a conviver com esse coração triste que agora é meu. E pensar que outrora pensei ter sentido dor maior no mundo que nunca haveria de encontrar pior... E hoje vejo o quanto já fui imatura e egoísta e hoje vejo, que no mundo e na vida existem coisas muito maiores do que simples conflitos de um adolescente.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Você tem prazer em mentir, as mentiras que te movem, sem elas, você seria apenas mais um no mundo. As mentiras te tornam rico, com um pai perfeito e uma vida dura, não é? Fazem você parecer um cara legal e romantico , não é? Mas são apenas mentiras...Quando não se tem coragem para ser o que se realmente é, as coisas se tornam um pouco distorcidas, você acaba acreditando e se perdendo nas suas próprias mentiras, você é apenas mais um idiota. Você é apenas mais um idiota que veio ao mundo pra fazer grandes coisas pelos outros e principalmente um bem maior sensacional, mas você não se conformou com suas limitações, você não respeitou o que Deus te deu, você gozou de tudo, sem ao menos dizer um obrigado, sem ao menos ser gentil. E agora? ... você é apenas mais um mentiroso idiota que eu não quero mais. Você não me deixava mensagens, não me mandava flores, nem bilhetes, nem muito menos gostava de sair comigo, você não acordava aos domingos pra gente almoçar, nem nunca quis acordar ao meu lado, você nem abria a porta do carro pra mim, você fez tudo o que queria, passando por cima de mim, e o pior eu mesma passei por cima de mim, tudo em nome do amor, amor este que era só meu.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Acordei precisando escrever, me sinto tão transparente, me sinto tão decifrável, ao mesmo tempo me sinto tão leiga, me sinto tão perdida e sem manual de sobrevivência. Não consigo entender esses relacionamentos, são movidos apenas por interesses. As pessoas só fazem o que for conveniente para si, o que não for, deixam de lado, viram -se de lado e assistem tv. Uma coisa que aparentemente é carinhosa e quente, na verdade é totalmente fria, congelante. Há falta de diálogo? Dizem que não, mas pense, os diálogos só acontecem por interesse também, o que não é interessante que o outro saiba não é dito. Infelizmente não existe uma balança com o mesmo peso para os dois lados, se existisse seria tão melhor, os dois lados retribuiriam amor e gratidão, assim como também retribuiriam pedras e palavras, mas seria verdadeiro enfim. Não haveria desconfiança, não haveria mentiras, as pessoas ainda se magoariam, mas apenas com a verdade sendo assim com uma melhor aceitação e conformação. Não adianta essas hipóteses bobas, os relacionamentos não são assim, conforme-se, ou melhor engula isso e tente digerir. Se não suportar... fique sozinho, sozinho com seus pensamentos, hábitos e princípios, pode apenas parecer um velho ditado, mas na verdade antes só do que mal acompanhado sempre foi realidade.
domingo, 6 de maio de 2012
Novamente a menina, novamente tentando arrancar através de palavras e lágrimas aquela angústia do peito, só que desta vez, ela suplicou a sua mãe: " Mãe, será que você poderia me pegar no colo? Só hoje? Só desta vez? Só um pouquinho até meu coração se aquetar e eu pegar no sono. Mãe, será que hoje você poderia me cantar aquela canção de quando eu era pequena, aquela que me fazia dormir em seus braços, que me fazia parar de chorar quando eu era bem pequenina ? Mãe meus dias têm sido bem difíceis, meu coraçãozinho tem sido sufocado por tanta tristeza, acredito que o amor esteja morrendo bem devagarzinho, estou perdendo os sentidos, estou perdendo para a apatia. Mãe, será que você pode recolher os pedacinhos do meu coração quando eles acabarem de cair? " Pobre menina perdida em seus sentimentos pobres.
sábado, 5 de maio de 2012
Não estou conseguindo segurar as lágrimas, perdi o controle dessa vez, esqueci como faz para parar, tô muito magoada. Não estou entendendo nada, mas estou sentindo que estou caindo, estou sentindo o amor caindo, lá de cima do sétimo andar, caindo bem devagar. Continuo sem entender só sinto os olhos pesarem. Vejo a menina atravessando a rua correndo com seu casaco vermelho, sem olhar para os lados e muito menos para traz, com o coração empoeirado, ela segue como se não me visse ali sentada no meio fio. De certo deve ter se assustado quando viu o amor ficar despedaçado na calçada. " A lua está linda, mas as estrelas estão caindo...
segunda-feira, 9 de abril de 2012
O que eu escrevo seria uma tentativa frustada de tentar me entender ou refletir o que sinto? Ou seria uma maneira de se colocar no lugar do outro que sofre expondo seu sofrimento, tentando entender como ele se sente? Quero dizer, escrevo o que sinto ou escrevo como se sentisse? Também não entendo ao certo, pois há vezes em que sinto coisas que não me pertencem, sinto coisas que não cabem na minha vida e muito menos em minhas condições de vida. Escrevo coisas que não sou, escrevo dores que não sinto, escrevo dias que não vivi mas ao mesmo tempo sou sincera nas linhas que escrevo. Se nem eu consigo me entender, se esse emaranhado de sentimentos se confundem, como posso decidir o que sou e o que serei? Não me encontro em nenhum lugar do mundo, em nenhuma profissão e muito menos família. Não me acho vendendo doces na pracinha e muito menos sentada atras de um computador, não me sinto como quem ganhou na loteria e nem como uma morta que esqueceram de enterrar. Apenas sinto, sinto a aflição e angústia de um aperto no peito, e as vezes sinto a felicidade de ser amada, as vezes simplesmente não sinto nada.
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