sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O homem muda o tempo todo e vive em função de querer sempre mais, ele quer se igualar a Deus, ele quer ser melhor em tudo, ele vive buscando incessantemente pela felicidade instantânea. Ele se esquece de suas raízes, deixa sua mãe para traz, renega seu pai e segue, tudo isso em nome do progresso.O homem chora, ri, briga, se emociona e se enxerga no espelho todos os dias, ele corre todos os dias em direção ao dinheiro e se pendura nos ponteiros do relógio na intenção de parar o tempo, mas não consegue. O homem usa protetor solar, não usa drogas e não come criancinhas. O homem nunca mente e nunca está errado.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sensação súbita que sobe dos meus pés até a cabeça, que traz aguá aos meus olhos, que salga minha comida, que escorre pelo sofá e mancha o chão. Dormencia, dormência que agarra meus braços e mãos, que paralisa tudo, que faz sofrer. Diz-se então : Não só de momentos felizes vive o homem mas também da melancolia, da dor, da tragédia e principalmente das mentiras. Mentiras! mentiras! mentiras! Grita meu coração apertado querendo que saia a verdade de sua boca, que se cala. Como isso me causa náuseas, me causa desgosto e me faz querer fugir de você.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Quando estou aqui, vivo pensando em você, sinto sua falta por inteiro, lembro de você e de nossos momentos juntos. Lembro de você na chuva, no sol, embaixo do arco-íris, em todos os lugares possíveis. Quando penso em você, um sentimento preenche meu coração, me imunda de alegria, traz meu sorriso de volta, diminue meus olhos e os ilumina. Indescritível sensação essa que o amor me traz. E a alegria? Repentina, intensa, necessária, minha alegria. Acordo todas as manhãs agradeço a Deus por esse algo maior que eu sinto, que eu tenho, esse inexplicável, indecifrável sentimento, esse que me faz respirar fundo e poder sentir o céu, sentir a paz, sentir a vida passar pelo meu peito. Declaro então por ti amor, tão lindo feito por Deus, amor que não guardo mais, amor que mostro para todos que deixo transparecer , amor que mal cabe em meu peito. Amor que quero pra vida inteira. Te amo.

sábado, 11 de junho de 2011

Raiva, dor, ódio. vontade súbita que prende-me a este lugar ensanguentado. Preciso me libertar, tento, tento, e nada tem efeito,nada. Queria poder voar, mas estou preso ao chão, grudado por estes sapatos caros. Tudo um monte de porcaria , um monte de lixo, as ruas estão cheias de lixo e eu me vejo parado no meio disso. Teve uma guerra aqui, por isso este monte de lixo esparramado pelo chão, tantos vermes, tantos restos voando entre mim.
"Mãe, preciso de um abraço", implora silenciosamente a menina no canto do quarto, mas ela não tem uma resposta, porque pediu silenciosamente e sua pobre mãe não entende as palavras caladas. E nada pode ser mudado, nada pode ser transformado, e a dor aumenta, porque há uma ausência muito forte naquele lugar. Não existe auto-piedade, ela não pede para terem pena dela, ela só quer ficar só e encolhida em seu momento de dor profunda incompreendida por todos.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Como posso descrever o nosso amor? Esse amor que começou com uma amizade e aos poucos foi se tornando a mais bonita historia de amor, a historia mais linda que eu já vivi e agradeço a Deus por ser a protagonista dela. Você acabou com o vazio do meu coração, tirou todas as minhas inseguranças, segurou com sua mão meu desespero e com o olhar acalmou-me por dentro. Lentamente você foi entrando em minha vida, enchendo minha casa de luz, fazendo meu coração bater cada vez mais forte.
 Você me beijou e eu beijei a alegria. Sou hoje a flor mais resplandecente do jardim, a mais forte, a mais especial , àquela que nunca morrerá e sempre estará repleta de amor e brilho por causa de voce, Sou hoje  a mais feliz, a mais exagerada, a mais intensa ,a mais amada, a mais apaixonada... Sou hoje  melhor do que antes, sou hoje a esperança de todas que ainda não encontraram o verdadeiro amor.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Até a própria vida pode causar a morte.
Vou parar com minha bobeira, essa bobeira, o ridículo que incendeia. Só mais um delirio sem sentido, só mais uma lagrima sem rima. Só mais uma vez para não deixar esquecer o grito de dor adormecido. Causa de dor, causa de morte.Voce mal se lembra dessa situação que se repete , novamente, novamente, sem sentido, esquecida. Estou me contorcendo por dentro, estou amamentando o sabor do sangue, mais uma manhã sem esperança.Um, dois, três... Você mal pode imaginar quanta agonia.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Acredito que minha mente tenha ficado aprisionada no ano de 1980, infelizmente por mais que esteja neste ano de 2000 evoluindo e procurando resolver minhas pendências não consigo por completo....

Meu reflexo no espelho mudou, minha alma cresceu, mas agora que me deparo com a mesma pessoa que outrora deixei as coisas mal resolvidas, não consigo resolver nada, apesar de achar que poderia agora esquecer de tudo, não consigo.

Tento conversar como se não houvesse mais resquissios do passado e realmente achava isso, mas aos poucos os sentimentos passados me tomam,me envolvem e quando me vejo já estou em fúria. epercebo que ainda não consegui evoluir por conta disso, Preciso de ajuda.
Agora com a noite caída eu me pergunto, quem será que estava precisando chorar e desabafar? eu ou meu irmão? Quanta irônia e falta de conhecimento...

quarta-feira, 23 de março de 2011

O menino se encolheu e deitou caladinho no meio do seu grande vazio. Sentiu-se pressionado por sua própria mente, sentiu que foi perdendo o controle sobre seu próprio corpo, aos poucos, sentiu que não era mais dono de si.

O menino se encolheu e deitou caladinho no meio do seu grande vazio. Sentiu seus pés frios. Sentiu uma grande dor de cabeça. Quis se esconder mas se encolher não adiantava mais.

O menino se encolheu e deitou caladinho no meio do seu grande vazio. E calou o grito de desespero que quase saiu. Manteve-se quieto, ninguém deveria ouví-lo porque era assim seu destino.


Era apenas mais um minuto de silêncio, era só mais um menino encolhido.

sábado, 19 de março de 2011

"Quanto lixo nesses bueiros!", exclamou uma menina de mãos dadas com sua mãe andando pela chuva com água até os joelhos. A mãe de pernas tortas e rosto sofrido nada falou, os olhos desviou e com convicção murmurou, isso é culpa do governo. A menina suspirou, abaixou o olhar e continuou a andar. A água continuou a preencher a cidade, elas continuaram com os joelhos molhados e o lixo continuou ali.
O tímido sol saí para ver o mundo com uma privilegiada visão panorâmica de toda podridão do homem.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Vou tentar nestas simples palavras não me deixar influenciar pelos teus olhos tão brilhantes, teu sorriso, teu coração que me calma.
 Vou tentar nestas simples palavras não me deixar influenciar por teus beijos, teus abraços, teus amassos.
 Tentarei descrever seus milhares de carinhos, centenas de afagos, dezenas de flores e infinitos: "eu te amo."
 Sem me cansar posso descrever tuas milhares de expressões faciais, detalhando o que cada uma delas significa. Posso abraçar-te  incansavelmente a cada minuto e sentir o mesmo carinho do nosso primeiro abraço.
 Sem me cansar posso gritar o quanto te amo em um lago, no mar e no campo.
Sem me cansar posso olhar em teus olhos e dizer como seria imensa a saudade que ocuparia o vazio de sua ausência em minha vida.

terça-feira, 15 de março de 2011

Como são tolos os corações, como é simples enganá-los um a um. Como é fácil reatar e terminar relacionamentos que outrora foram intensos quando a apatia toma conta de seu ser

Mas como é fácil também se perder nessas mentiras, nessa sensação de tormento, nessa grande apatia, nessa grande frigidez.

Como torna-se fácil não te ouvir quando estou concentrada nos cortes de minhas mãos. Se pisasse em meus pés agora? Nem sentirira. Se amaldiçoasse-me  aos quatro ventos?  Nem me mexeria, nem se puxasse meu coração e meus cabelos longos, também nao sentiria, não sinto nada e nada me sente. Então por favor não me culpe.
Ando pelas esquinas sufocando-me com a fumaça dos motores, ando por ai sem olhar para cima, nem para os rostos que passam por mim, ando devagar sem saber porque, ando devagar, ando por onde nem ao menos sei o nome, ando... apenas ando.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Rótulos deixados pelas palavras, psicose, minha psicose. Minha coceira, minha maniera, minha inquietação,  inquietação, meu palavrão, meu desconforto e de qualquer maneira minha culpa.

Ansiedade que me consome de dentro para fora, domina minha mente e minha fisiologia. Necessidades do meu frágil ser e desse corpo dócil se confundem em um só estado, ansiedade.

Me engole, me cospe, me saceia, me inquieta, me dopa.