domingo, 25 de julho de 2010

"Vagamente pensava de muito longe e sem palavras o seguinte: já que sou, o jeito é ser..."  (Clarice Lispector)
vamos pra Babylon?
O vestido de festa estava jogado na cama,  jogado e lindo. A festa mal tinha começado mas o festido já estava estragado, pobre. Ele não tinha o segredo do amor, então ninguém o quis.
Não estou entendendo esse momento, mas é como se eu ouvisse violinos tocando querendo alcançar o céu. Isso não pode parar porque eu não deixo. Neste momento apenas uma pessoa pode silenciar estes violinos tocando em meus ouvidos e esta pessoa sou eu. Mas estou ocupada demais para fazê-los parar. Estou ocupada demais conversando com meus sentimentos e dialogando com minha loucura. Preferi perder o controle e descobrir o final do que manter o controle e saber o vai acontecer. Talvez esta tenha sido minha melhor escolha mesmo. :)

domingo, 11 de julho de 2010

Mãe, tô com uma dor aqui dentro. Mãe, estou sentindo cada vez mais forte, eu não tô aguentando. Minha cabeça tá girando e a consciência se despede com classe. Minha pele está mais fina, o sangue desce arranhando a áurea. Mãe, por favor me traz um cobertor...

sábado, 10 de julho de 2010

Tem momentos na vida que as pessoas se deparam com o inesperado e irônico acontecendo. E neste momento elas não sabem como lidar com o que lhes causa dor, não sabem conviver com os sentimentos, muito menos se convencer de que tudo ficará bem. E é nessas horas que elas cometem os piores erros inconsequentes e tristes que levam pro resto da vida dentro do arrependimento.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Incompreensão pare de me assombrar, tudo é motivo de julgamento. Julgamento é motivo de mágoas...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Em um guardanapo de confeitaria tracei minha vida. Escrevi um poema para Morfeu, escolhi quais rosas queria em meu casamento e decidi o nome do meu primeiro filho. Rabisquei as letras que não gostei. Respirei fundo. Desenhei a casa no campo mais bonita, a resposta mais desejada e o futuro mais promissor qualquer um aprovaria. Mas era só um guardanapo salgado e tudo não passava de segundos rabiscados...