quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Queria deixar sair, queria libertar-te, queria poder te ajudar. Tenho pena de você, mas não dá. Sou vazio também, não há como te completar. Não posso tirar suas lágrimas, nem muito menos te abraçar, porque sou você e as coisas se confundem. Não posso ter dó de mim mesmo. Você é espelho e entranha. E agora está pronto, vamos rasgar até o fim. Não quero deixar nada, não quero que mais ninguém nos diga, nós nos perdemos em outra dimensão. E agora? Já morreram muitas coisas.
Não é lixo? Quem sabe seja, mas você já não sabe. É lixo sim, é lixo do mais profundo odor, é lixo revertido em objeto, lixo, lixo, lixo, lixo, lixo, lixo, luxo!
Pega tuas coisas e suma daqui. Leva tudo com você e não me deixe nada, não preciso de suas migalhas, engula tudo e depois vomite com seu veneno.

Tenho dó de você, você é só mais uma pessoa idiota, com seus problemas idiotas, só mais uma pessoa que não sabe viver e aproveitar os momentos. Você é mais uma em um milhão de pessoas idiotas, que só sabem se apegar as coisas, vão se foder!

É tudo o que arranco de meu peito e assim deixo lugar para o desprezo. Obrigada por me causar uma nova sensação contra você. Vá com Deus.

sábado, 9 de janeiro de 2010

O que posso dizer? É que tem algo de muito sincero na chuva. Tem algo de muito renovador também, por quê? Me sinto tão bem depois de sentir as gotas da chuva sobre meu corpo. Será que um dia o homem venderá chuva como tratamento? Será que os cientistas descobrirão, que um simples banho de chuva pode aquietar nossos anseios?
Desligarei o som e ouvirei apenas o cair da chuva, soa tão relaxante. A janela aberta me permite ver a água correndo pelo telhado, pelas plantas, pelas paredes e muros. Simples assim.